terça-feira, 1 de setembro de 2009

Filme sem fim


É como se meu coração batesse em dois ritmos diferentes. Dois amores com dores, sem dores. É estranho. Talvez fosse mais fácil não viver no passado, mas isso é cada vez mais presente. Enquanto os pensamentos mais dolorosos se afastam, chegam os outros e tomam conta não sendo tão difíceis assim de lidar. É como se a cada dia eu acordasse diferente, os sentimentos explodindo a cada instante e eu realmente não sei mais por quem sentir e o que sentir. Qualquer carta do baralho poderia ser a cartada final, mas eu não quero que seja nem o começo do fim. Nunca gostei do que me conforta tanto e muito menos daquilo que nunca trás segurança, acho que é por isso que dois sentidos me acompanham. O difícil é saber que não está tão equilibrado assim. Eu deito na grama e não consigo mais acompanhar os ritmos que antes eu tinha decorado. Tudo muda em segundos, mas sempre acaba voltando no inicio, como se fosse um filme sem fim. E eu nem penso que faz mal

3 comentários:

Nova Quahog disse...

QUE TRISTE...

Nova Quahog disse...

MAS A TRISTEZA É BELAA!

Nat disse...

Gostei das antíteses que você usou...é, colega, tá mesmo contraditório isso. :D
Xará ;)