sábado, 12 de julho de 2008

Escapatória


Ela fumava cigarros compulsivamente, e isso era uma forma de fugir dos problemas que a atormentava. Ela achava que a fumaça substituiria a dor, espalhasse e embaralhasse até sumir aqueles pensamentos indiscretos. Ela só queria alguém ao lado dela naquele momento, mas alguém de verdade, e não aqueles amigos imaginários que sempre surgiam pra lhe confortar, mas nem isso estava resolvendo mais, já tinha passado tudo dos limites. As lagrimas não escorriam do rosto dela, nem pra isso ela tinha mais forças. Boba, é o que diriam pra ela se contasse tudo o que esta pensando. As bebidas que ela ingeria não faziam tanto efeito, não mais que aqueles doidos e alucinógenos contradizeres que estava em sua mente. As drogas que ela costumava a usar estavam amenizando a dor que ela sentia da impotência de sempre perder, de sempre sofrer. E ela estava cansando de tudo isso, mas sabia que seria banal banalizar aqueles sentidos. A melhor escapatória que ela teve foi fingir que nada aconteceu, e que a preocupação é algo que ainda não lhe atingiu.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Sombras e lágrimas


É estranho olhar em minha volta e ver que tudo realmente mudou; aquelas brincadeiras que antes eram essenciais agora não passam de algo inútil para rir, para passar o tempo. E talvez aqueles sorrisos falsos fossem uma base de vida mentirosa, e isso sem ao menos eu saber, estava me fazendo mal, eu estava enjoada com tudo isso. E parecia que aquele nojo compulsivo demoraria a passar. Nesse estagio nada parece ter fim. Os dias foram passando, a pele enrugando, os olhos cansados e a aparência tristonha já era mais avançada, e parecia que nada mudaria isso, nada não é tão pouco, nada é até mais do que eu já cheguei a sentir por você, nada se define como me sinto ao lembrar o passado, do nosso misero passado, de sombras e lagrimas. Hoje eu percebo que o ontem nunca fez realmente sentido pro hoje, o passado não é começo do futuro, e que eu tenho o poder de manipular o que talvez possa ser o meu futuro valioso, o meu presente consistente. Sinceramente, eu nem sinto raiva de ti, sinceramente eu apenas achei uma forma de ser feliz de verdade, e você não faz dela nem como uma pessoa que compartilhou a minha existência, nem ao menos colaborou para a pessoa que me defino agora. E com ele eu me sinto bem, com ele é estranho saber que ouve um passado ruim, com ele é difícil perceber que a solidão já foi minha melhor amiga. Com ele eu descobrir o que é a felicidade verdadeira, na real eu descobri o que é verdade e felicidade!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Um outro nunca mais?

Eu estava tão fraca que não dei nem conta que isso me machucava profundamente, eu precisava me libertar e nem sabia como, não sabia nem o que se passava, não entendia nada em minha volta, tudo parecia estar esfumaçado, mas eu sabia que não era culpa daqueles cigarros que eu fumava tão compulsivamente. Eu precisava de paz, simplesmente de algo que me acalmasse, uma droga qualquer, um vício absurdo ou um pouco de cocaína. A sensação de perceber que nada é como era antes é tão desesperadora mas isso ninguém percebe, os sorrisos que antes eram sinceros, amigos e singelos, hoje não passa de pura obrigação, e isso me dói tanto. Sinto falta daquelas palavras amigas, sinto falta do abraço sincero, das tardes de vinho, das noites em frente a um posto sujo e vulgar, dó tanto não poder contar com aqueles braços aconchegantes, de poder contar o que me afligia e ser ouvida. Mas o pior é continuar sorrir, sem querer, continuar a falar, mas doendo, e fingir uma amizade bela. E ainda lembro do dia que juramos amizade eterna.

terça-feira, 13 de maio de 2008

E essa tal coragem existe?


Eu estou com uma vontade de expressar meus sentimentos de alguma forma, fazer algo pra mostrar o quanto o nervosismo dos outros não me atinge. É como se eu estivesse dormindo e alguém viesse me incomoda, é de certa forma eu acho que estou sendo atingida por tão pouco e estúpida reação dos outros. Uma família que não tem paz, não passa de parente suportando(ou não) um ao outro, e isso definitivamente não esta me fazendo bem, alguns pensam nessa idade dos 16 ansiosamente por sua independência definitiva, e as vezes isso me parece um tanto quanto infantil e a outra ali atrás dessa porta trancada nem presta atenção no que faço ou deixo de fazer, ela apenas me transformou, ou tenta me transformar num objeto para ela manusear, e isso esta me cansando de tal forma que nem consigo expressar os meus sentimentos tal escondido lá no fundo, que ela nunca se quer pensou em conversar para entender, só criticou sem ao menos saber o por que muitas vezes ajo de tal maneira que a fere e ela nem quer saber que me feriu primeiro. E eu estou cansando mais uma vez, e outra e mais outra, e ninguém esta percebendo o quanto esta me ferindo lá dentro suportar o insuportável. Há momentos que me sinto feliz, e destes poucos momentos eu faço o objetivo para minha vida, tal falado numa tarde nublada e fria por uma amiga, sem um objetivo nos sentimos tão... Inúteis que até mesmo nem capacidade pra pensar em algum objetivo qualquer temos. E isso dói. Só não dói quanto a facada recebida a cada dia que entro na minha própria casa. Ao sair deste lugar, onde vivo, onde como, durmo e sobrevivo, me sinto tão mais viva... A noite parece passar tão rápida quando queremos ficar... E pena que essa é só uma forma de querer fugir, apenas fugir. Falta-me coragem.
Ah, antes que eu esqueça.. Feliz dia das mães atrazado, querida mamãe.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

1969

É 1969 na minha cabeça. Eu apenas quero não ter lugar pra ir vivendo através do som dos mortos. Eu vou ficar chapado olhe em volta de minha alma. Eu ouço vozes nas árvores e vejo passos na chuva. Eu apenas quero morrer antes de perder minha boneca. Eu tenho chorado em meu sono. Porque eu não sei onde estou. Eu apenas quero viver para ver outro dia.
Um trecho de uma música da banda The Vines

terça-feira, 29 de abril de 2008

Tarde demais


Aquele mero sentimento foi para um nunca mais. Aquele louco desejo agora não passa de lembranças. Você agora não passa de lembranças que de tão doce chega a ser amarga e marrenta. Sua excitação em me machucar esta e dando nojo, ânsia eu tenho apenas de lembrar. Passaram os dias, passaram os meses... Passou o amor, passou aquela obsessão e até mesmo aquela saudade. E tudo que eu experimentava só me mostrava o tempo perdido - o tempo que passei ao teu lado, o tempo em que meu amor vivia no anonimato -. E tudo um dia cansa. E finalmente esse dia chegou. Tarde demais para juntar os pedaços, se é que isso seria possível algum dia, tarde demais para reconstruir o que foi demolido de forma tão brusca, e tão brusca foi sua partida que levou junto aquele sentimento que cheguei a te oferecer. O passado por mais imbecil e insignificante que seja dói, por mais importante e ofegante machuca, por ser passado atormenta, mas não atrapalha o presente, isso eu deixo para os fracos, e isso sei que de certa forma não sou, de poucas coisas boa de recordar, apenas uma merece a sua valorização, apenas uma faz de mim o que sou, apenas uma me deu essa força tamanha, essa força em te dizer um nunca mais, a força que me fez amar de novo, essa força que me fez enxugar e nunca mais derramar lagrimas para o tarde demais.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Ah como eu quero!


Como os dias passam rápido quando se esta feliz, será que é uma maneira pra encurtar sua felicidade? Não. Nada me impedirá de ser feliz, de poder dizer que realmente alcancei meu objetivo, e o meu objetivo era conseguir você pra mim. Seus olhos, sua maneira de olhar, seu caminhar, seu jeito de falar, aquela sua voz, seu cheiro, seu jeito, seu beijo... Não tem como esquecer, não tem como não gostar, não tem como não venerar, a cada dia que passo ao seu lado, eu te quero cada vez mais, o vicio se tornou incontrolável e dizem que nesse estagio o difícil é conseguir largar. E como eu sofro pra fazer isso em cada despedida nossa. Agradeço a cada minuto que me faz sorrir, a cada hora que me faz gostar cada vez mais de ti, a cada dia que passei ao seu lado. Meu medo agora é um pequeno pavor, uma pequena e gostosa duvida: Como um sentimento como esse pode surgir em um pequeno espaço de tempo? Não, não responda. Pois eu sei, eu vivo, eu sinto... Eu quero!