quinta-feira, 22 de abril de 2010

Por quase te odiar


Às vezes eu me pergunto quão fora do normal é eu gostar assim de você e sinceramente eu não sei se é tão verdadeiro assim por mais que meu coração acelere, meus olhos brilhem e o sorriso insista em sair, eu não consigo controlar essa vergonha e receio de você. Todo esse seu jeito meio sem juízo na maioria das vezes cansa, teu olhar forçadamente junkie enoja. Ser feliz não significa ser ridículo, não é maldade é sensatez. Status não te deixará melhor, o que você tem por dentro, pode crer que é bem maior. Mas você não lembra, não entende, nunca soube ou jamais quer lembrar. No fundo eu sei que eles não sabem o que eu sei sobre você, sobre papos e risadas e acima de tudo sobre aqueles olhares nos quais dizem quase gritando que não foi em vão.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Ah não, ele chegou!


O frio chegou iih. Talvez seja pelos dedos dos pés congelados ou por esse coração que não quer esquentar. Eu gosto do frio, mas é que ele me faz pensar. Quanto mais fria a ponta do meu nariz, mas quente e fervente estão os pensamentos aqui dentro. Chega a queimar! É que em verões passados eu não tinha aquilo que sinto falta nos invernos da vida. Minhas mãos são frias, meu corpo está quente, as únicas reclamações eram sobre elas, tão geladas. Mas deixa eu me esquentar. Um chocolate quente adoçaria minha vida e esquentaria tudo aquilo que ainda falta esquentar. Mas é que desaprendi a técnica do doce, não sei mais sentir.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Ao Contrário


O erro da vida foi ter se atrapalhado, o erro da minha vida foi ter sido ao contrário, é que eu fui feliz de começo, é que eu amei já cedo. Eu não tive calma e a vida não fez por mim, ela foi mais apressada e se deixou passar assim. Pela lógica de que tudo tem seu começo meio e fim, nada aqui foi diferente. Eu fui feliz, eu amei então eu sofri. A veracidade das coisas foram acontecendo sem minha devida permissão, e qual seria o meu poder sobre tudo aquilo que nunca foi meu?

segunda-feira, 22 de março de 2010

Boatos de esquina


Eu sangro com a intenção de te ferir e sinceramente nada espero. Expectativas já não é mais meu ponto forte, eu sinto medo. Ouço boatos e faço deles perversos amigos e saudosos inimigos. A minha famosa contradição se perde no caminho até você, ela pode até chegar, mas há tempos eu perdi a direção e não consigo voltar. O tempo é relativo e mata. Mata não sorrir por dentro, mata sorrir sem querer e mata não saber te esquecer. Por mais distante que tu esteja, por mais marcante que isso seja, nada muda, pelo menos aqui dentro de mim. É nessa insistência de insistir no impossível que eu esbarro caio e sangro. Confiar nas palavras ditas ao vento é lançar-se ao mesmo, sem destino. E cinicamente sorrio para o novo esperando que seja igual o que eu já tive um dia. Talvez eu acerte um dia. É que por mais que eu sangre, eu sonho.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Um fevereiro certeiro


Avassalador, tenebroso e rápido. Límpido como aquela água que roçava nosso corpo em chamas. Um beijo selado por uma mistura colidente de proibição. A intensidade do intenso sempre me impressionou muito e dessa vez não foi por menos. Os pensamentos iam cada vez mais ultrapassando os limites das horas. E sinceramente, sonhar com os pés no chão é tão fascinante quando realmente se sabe sonhar. Num olhar lançado ao nada uma duvida se formava, num sorriso disperso a mesma satisfação só aumentava. Mesmo que rápido foi tão certeiro, me fez sentir tanto pelo desconhecido. O desconhecido que sempre me trouxe medo, hoje está me fazendo falta. E nessa falta, quem sabe um dia eu consiga transformar as varias vidas de um único dia em vários dias de uma mesma vida a dois pra nós dois.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Estupidamente sincero


É engraçado e árduo como eu relaciono cada historia ou até mesmo cada estória com a nossa. Essa insistência em insistir em nós dois é irritante, tornou-se algo erroneamente irritante. Eu esqueço que esqueci de você por alguns instantes e nesses meros segundos eu também falho ao esquecer que não posso deixar essa lagrima rolar, não por você e não por agora. há musicas que cortam, é como se cada letra fosse escrita pra nós, tenho medo dessa obsessão. Não me jogaria mais aos seus pés pedindo o seu perdão, não me vanglorio mais por não ter errado. Meus medos entrelaçados aqueles sorrisos já não são tão verdadeiros e novamente, erroneamente eu penso como poderia ter sido diferente. O orgulho aqui dentro de mim que sempre achava inquebrável se partiu em mil pedaços e sinceramente eu não penso em junta-los. O meu coração apertado entre minhas mãos já parece não pulsar como antes e me envergonho com tal melosa forma de sentir e sofrer. Entre palavras fortes e farsas abusivas, nada fica, e os bons momentos vão se evaporando pela fervura do meu rancor. Farsas abusivas, notavelmente notadas. Eu amo. E por amar eu nunca menti, omiti pra não sofrer, desmenti pra te ver sorrir. Os bons momentos são os únicos lembrados por mais que essas lágrimas escorram no meu rosto já envelhecido. Mas eu te perdôo, o que me resta é ter o teu chamado perdão, sinceramente não sei do que, deve ser por excessivamente te amar, mas eu espero e prontifico a agradecer. Nessas linhas tortas me afasto do seu desamor e daquilo que dirás quando saber que novamente eu estou longe daqui.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Um nada expressivo


Se nada complica, eu fico sem entender, se é tudo muito fácil, eu desconfio, se me falta a inspiração eu piro. Me impressionar com o inusitado já não tem mais tanta graça assim, em segundos atrás me sentia menos completa do que daqui a pouco. Eu sempre me pergunto àquilo que nunca terá resposta, mas é meu vicio, eu não nego. O meu passado trás sorriso no rosto mesmo com aquela lagrima escorrendo, tanto nos olhos como no coração, e sinceramente já não dói mais. Incrível é conhecer o verdadeiro sentido do nada e ver que não é bem assim. O nada é bem maior do que eu sinto, o nada está acima do que devo sentir um dia. Sentir um coração a cada esquina é ver como ele não sabe controlar e muito menos suportar seu próprio batimento, e isso sim dói. A dor nem é lamentável, me faz sentir mais viva e pra falar a verdade isso sim é o que realmente dói. Sento-me na esperança de descansar e talvez nessas horas é que eu me canse mais, essas fumaças lançadas ao ar me laçam e eu não tenho e nunca tive escapatória. Meus pensamentos são os meus maiores companheiros assim como sempre foram meus piores inimigos. Mas eu continuo pensando. Como dizem, somos racionais, ou não.