Sente-se como se estivesse tão longe que não pode alcançar. Incapaz de tocar. Observa com lagrimas que nem tudo está como o esperado, aliás, inesperada é a forma que ela vive. Se vive a esperar já não sei, mas nada ela faz. Coração dilacerado que pelo visto não sara nunca. Um único amor que insiste em fincar-se em seu peito como um punhal, tão verdadeiro que não dá pra disfarçar. E qual seria o erro de um amor verdadeiro? Não minto, não nego, ah como eu queria, de tal força absurda, arrancar isso do peito, jogar literalmente no lixo e ficar olhando até que sangre, murcha e apodreça. Bom, sangrar ele já sangra e não é pouco. O resto só requer tempo, e como dói ser dependente do tempo, ver que nada pode ser feito e mais uma vez no dia sentir-se incapaz. Minha maior dor, meu maior amor, meu maior desejo, meu maior veneno. Meu maior. Que não tão grande foi de tempo, nem tão curto de sentimento. Mas que se acabou num piscar dos olhos, numa palavra dita por impulso ou por destino, mesmo eu nele não acreditando. Que por maior que seja essa dor, é só mais uma prova de que tudo por você, sem indagação sempre foi maior!
terça-feira, 15 de junho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Maldito Entusiasmo
E então naquela esquina te encontrei, e como é difícil dizer, mas não foi como esperei. Nem um gole da sua cerveja eu tomei, nem um trago do seu cigarro eu fumei. Nem ao menos o abraço verdadeiro eu te dei. Entre as poucas vergonhosas e sentidas lágrimas que, por fraqueza momentânea, deixei escorrer havia esperança, confiança e no fundo, talvez, quem sabe, um arrependimento de ter mergulhado sem saber ao menos nadar. Mas nessa o mar foi traiçoeiro, não soube me segurar, te segurar, nos grudar. Ou foi só uma maré. E o barco que embarquei não suportou, mas uma vez. Fervoroso, tépido, rápido e ao mesmo tempo tão sereno. Overdose de sorrisos, tragadas prensadas de alegrias e fungadas de libertinagem. Mas que tão rápido começou. Que tão rápido se acabou. E que por milhares de vezes ainda repetirei, eu odeio o entusiasmo. Mesmo que só exagerado pra dar impacto no texto, eu senti. Mesmo que tão apavorada que fiquei, eu deixei. Mesmo que tão doloroso, eu recuei. Mais band-aid a caixa acabou e meu coração que se alargou ainda falta curativo.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Felicidade
Ontem eu vi a felicidade passando,se equilibrando no meio fio,rodopiando pelas placas,cantarolando pisando em poças d'aguaolhando e sorrindome procurando entre bares e parquesno meio da rua ou nos altos andaresMas se eu me perdi,como pode alguém me achar?
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Me sinta
E mais uma vez surgi essa vontade de mergulhar de cabeça, me entregar de corpo e alma, me deixar levar. Eu não sei o que é calma. Só me lembro da calmaria que teus olhos me trouxeram. Tenho receio, tenho medo, tenho anseio e mais medo ainda. Eu senti meu coração se desprender a procura do seu quando encostei minha cabeça no vidro vendo aquela paisagem passando entre meus olhos. Na simetria perfeita do beijo, no momento exato do desejo, no ter desejado bem antes, no querer competir sem a ambição de ganhar. Me olhe nos olhos, me beija a boca, me sinta, feche os olhos, lembre os momentos, cada cara e careta e pela procura da caneta. Feche os olhos e me sinta, mão a mão, mão a corpo, roçando, escorregando, subindo, descendo. E se tua mão ainda estiver gelada, eu aqueço. Eu embarco nessa contigo. Eu deixo o medo, mas me sinta. E se fosse apenas a minha vontade, passariam vários ônibus, amanhecia e escurecia, ao teu lado eu me senti bem, sendo assim não preciso de mais ninguém. Então me sinta, me ligue na madrugada, me acorde de manhã, me encontre naquela esquina, divida o copo, me passe a fumaça e me sinta.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Que mude o tom
Nessa voz desafinada, desatinada e afiada, nessas lembranças mal apagadas e nas lagrimas ácidas. Nos cobertores que são mais quentes, no meu quarto que é mais seguro e na companhia que é mais cômoda. Frustrante é saber que sempre me perdi e te perdi, sem nem motivos, duvidas ou certezas. Encaixo de maneira desalinhada as palavras e frases de impacto que você nem ao menos sabe que digo, penso e ainda afirmo. Mas não é sempre. O gostar de você se tornou menos frequente, é que hoje eu já consigo me distrair e isso não é tão mal assim. Essas lagrimas me enoja e envergonha, eu não quero mais sentir nem por você nem por ninguém, mas meu problema é ter esperanças, não em você e sim na felicidade, é acreditar demais, é me entregar completamente, é deixar levarem a minha mente. Mudança de tom, palavras que se encaixam perfeitamente sem nunca ter sentido. Você cresceu e se perdeu, é triste, enfim, o fim.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Por quase te odiar
Às vezes eu me pergunto quão fora do normal é eu gostar assim de você e sinceramente eu não sei se é tão verdadeiro assim por mais que meu coração acelere, meus olhos brilhem e o sorriso insista em sair, eu não consigo controlar essa vergonha e receio de você. Todo esse seu jeito meio sem juízo na maioria das vezes cansa, teu olhar forçadamente junkie enoja. Ser feliz não significa ser ridículo, não é maldade é sensatez. Status não te deixará melhor, o que você tem por dentro, pode crer que é bem maior. Mas você não lembra, não entende, nunca soube ou jamais quer lembrar. No fundo eu sei que eles não sabem o que eu sei sobre você, sobre papos e risadas e acima de tudo sobre aqueles olhares nos quais dizem quase gritando que não foi em vão.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Ah não, ele chegou!
O frio chegou iih. Talvez seja pelos dedos dos pés congelados ou por esse coração que não quer esquentar. Eu gosto do frio, mas é que ele me faz pensar. Quanto mais fria a ponta do meu nariz, mas quente e fervente estão os pensamentos aqui dentro. Chega a queimar! É que em verões passados eu não tinha aquilo que sinto falta nos invernos da vida. Minhas mãos são frias, meu corpo está quente, as únicas reclamações eram sobre elas, tão geladas. Mas deixa eu me esquentar. Um chocolate quente adoçaria minha vida e esquentaria tudo aquilo que ainda falta esquentar. Mas é que desaprendi a técnica do doce, não sei mais sentir.
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