segunda-feira, 21 de julho de 2008

Talvez


Talvez eu esteja aqui por estar, talvez eu nem tenha mais o que fazer. O mundo em minha volta se torna cada vez mais complexo e abstrato, e cada vez mais sem cor. Nada me interessa profundamente, nada me envolve com tanto fervor, nada me assusta e nada me espanta. Eu apenas estou por estar, eu apenas encontrei alguém pra confiar, e assim esquecer tudo que me trazia monotonia, tudo o que me trazia tédio e dor de cabeça. E essa neura estava me matando aos poucos, ela estava formando enormes labirintos no meu caminho, e suas paredes eram cada vez mais estreitas, eu não saia dela sozinha, eu dormia no meio do caminho, eu cansava no inicio da noite, eu me enganava logo na manha seguinte. Era dia após dia bebendo o vinho do engano e comendo o pão da impotência constante. Eu era como uma criança que ainda acredita no futuro, que ainda tem esperança, eu acreditava que o individualismo poderia ser uma forma de vencer, eu achava que o "eu posso" era algo claro em se dizer. Leve engano, dura queda. E só quando estamos no chão, naquele ultimo estagio do qual eu falo freqüentemente, é que percebemos que caímos. E isso ajuda a queda a ser mais dolorida. E talvez isso não é mais uma realidade pra mim, talvez eu tenha percebido que pra eu poder, eu tenho que querer, querer e se deixar ser ajudada, querer e acreditar na vitoria. Apenas depois de uma queda brusca é que o orgulho se quebra, ou não, e nos vemos como realmente estamos no espelho já estilhaçado.

16 comentários:

PCN disse...

Me identifiquei com seu texto. Eu estava vivendo daquele jeito, e hoje não estou mais. Amei!

http://papeisriscados.blogspot.com/

Ana Lucia disse...

muito bonito! me fez para pra pensar no "sentido da vida"

Marcos Costa Melo disse...

Gostei do seu texto, mas mais ainda da definição do seu perfil: também me sinto assim.

Germanus Kaiser disse...

Olá Nathy, esse será o meu último comentário do dia kk. Ao ler o seu texto eu me lembrei de algumas passagens de "O livro do desassossego" de fernando pessoa, há algumas reflexões ali que lembram esse mesmo estilo de abordagem que você desenvolveu aqui, essas divagações ..
bibitcanus.blogpost.com

Evandro Cruz disse...

Parábens pelo ótimo texto, só uma dica, mude a fonte , essa força muito a visão(e eu nem uso oculos)




http://sunsbrasil.blogspot.com/

BLOGDOED disse...

seu blog é visualmente lindo. Um dos mais lindos da net.

As fotos são de extremo bom gosto.

E vc tb escreve bem!

Parabéns.

Em especial pela diagramação do blog: lindo, gostoso de ver e ler.

infox comp disse...

Gostei muito do seu blog hein

parabéns...

Você tem uns textos muito bons...

quando puder nos visite

www.infoxcomp.com

Obrigado

BLOGDOED disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
www.manufaturanova.blogspot.com disse...

Nathy, voce escreve MUITO BEM, sem demagogia nenhuma! Li os dois primeiros textos e, com sua licenea, lerei os demais e adicionarei seu blog ao meu "deposito". Muito bom mesmo! Gostei do seu estilo de escrita e da personalidade que seu blog denota! Parabens!=] Ah!! E obrigada pela visita e pelos elogios sinceros! Volte sempre que quiser!

Fernando Gomes disse...

senti uma certa "raiva de si mesmo".. mas o importante é que deu pra perceber que o personagem (ficcional ou não) aprendeu com seus erros e está procurando consertar..

gostei da abordagem..

me identifiquei particularmente com a parte que diz: "nada mais me assusta, nada mais me espanta".. há anos estou nessa..

Danilo Ozzy disse...

Show de texto =]
Também achei que a fonte força as vistas... mas fora isso, 10 !

http://ozzcorp.blogspot.com

Prii Persi disse...

Olá, moça.
Venho agradecer ao comentário lá no 'Cultivando', valeu pela dica. ^^

Gostei do texto, uma hora a gente cresce.

Beijos e sorte!

O Sábio Niestévisky disse...

Muito bom, realmente gostei bastate do texto. Parabéns.

Duda Duarte disse...

Oi flor!
Obrigada pela visita ao meu blog(http://poderdafala.blogspot.com).
Em resposta ao seu comentário,ainda comparando nossas vidas aos barcos, enfrentamos tempestades e muitas das vezes somos forçados a trilhar novos destinos... No entanto, é indispensável ter metas apesar, de como vc disse, nada ser totalmente concreto.

Quanto a sua postagem aqui em seu blog: Simplesmente ótima!
Adorei pq também já senti exatamente isso...parece até que foi eu quem escreveu pois me identifiquei tanto.

beijoos e volte sempre!

Lovelace disse...

As coisas serão sempre as mesmas, depende da sua força de vontade para que sua vida chegue o mais perto do que vc tanto sonha quando encosta a cabeça no travesseiro

taiane disse...

Já tinha lhe dito que esse é um dos melhores, na minha opinião, e eu gosto quando você escreve em primeira pessoa, não sei, parece que a gente entra na alma do personagem.
frã.