sábado, 1 de agosto de 2009

o desgosto de um desencontro


Todos os dias eu abro os olhos só pra te encontrar, é triste não ter o que falar com muito que dizer. Eu tento encarar as coisas como realmente são, mas a lágrima é tão ácida. É triste me ver sem ter o que fazer, a não ser tentar suportar a acidez dessa maldita lágrima. Desnecessário falar tantas vezes de um só assunto, mas isso só torna as palavras mais verdadeiras, é bom pensar assim, mesmo que seja só por pensar. Lamenta, clama, implora, humilha-se, tentando tirar aquilo que num segundo atrás, era tão menos vivo que daqui a pouco. E fechar os olhos só me trás desgosto, por mais uma vez, de inúmeras outras, que não te encontrei.

sábado, 11 de julho de 2009

O passado que atormenta ou completa.


Eu não sei por que penso em pedir desculpa, sei que você não merece, mesmo sabendo que me completa, mesmo sendo errado, eu estou sempre aqui. Realmente eu não sei se é amor, se é raiva ou apenas um troço qualquer aqui dentro de mim. Eu deveria te dizer aquele adeus de verdade, mas você nunca me deixa ir ou eu sinceramente, não quero ir, isso não pode ser amor, mas eu não consigo sentir raiva, só sei que isso está dentro de mim. Eu me preocupo com aquilo que diriam, eu nunca me preocupei antes, mas eu sei que o amor não é algo assim complicado, talvez seja aquela mistura tão errada de prazer e raiva que completa os nossos desejos quando sentimos vontade, mas mesmo assim, meu amor, eu não sinto raiva.

domingo, 28 de junho de 2009

Senti tanto ao ponto de não sentir


Meu olhar longe como aquele de quem olha para o mar, reparando em cada onda que existe e cada movimento diferente que acontece, minha perspectiva cada vez mais dispersa na distração. Eu sei que nada está como sempre foi, mas não noto a diferença beneficente, talvez eu tenha até me esquecido o que realmente me faz bem e o que me faz mal, sinceramente eu me anestesiei ao ponto de esquecer o que é sentir. Seria bem mais fácil eu pegar meu violão e descontar nas cordas, se ao menos eu soubesse tocar, seria bem mais fácil eu destruir minhas cordas vocais se eu pelo menos soubesse cantar, seria bem mais fácil eu me distrair numa dança qualquer, se eu ao menos soubesse o que é dançar. Mas já que mais uma vez eu estou de mãos atadas, sem ter o que fazer para espairecer, o olhar insiste em ficar distante, bem longe de qualquer pensamento que possa vir me trazer algo que me torne mais leve. Esses pensamentos apenas são nostálgicos, e a nostalgia dói, quando ela se refere ao que eu passei com você.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Pensamentos embebedados


A vontade de mostrar realmente o que se passava em minha cabeça não era maior do que a vontade de mostrar aquela superioridade que você odeia tanto. Entre copos e mais copos nada mais surgia em minha cabeça e por segundos, meros segundos, me pegava longe dali, longe de ti, longe da cena deplorável que vi e revi sem dó. Tenho prazer imenso em dizer que não senti tanto quanto imaginava sentir, não senti tanto quanto mereceria. Dói mas tem remedo, destilados atrás de destilados é o que ali curaria. Seus olhares dispersos só me mostrava o quão ainda estou presente em sua vida, de uma maneira menos favorável, mas controlável. Mas o mais engraçado foi a raiva não surgir, o medo explodir e o sorriso insistir em sair

terça-feira, 5 de maio de 2009


Por tantas vezes me perguntei como eu me sentiria, como eu agiria, como e se quer se eu suportaria. Dói, penetra, crava e inflama no meu peito, chegando a anestesiar não me trazendo mais anda a não ser essa lagrima nojenta, acida e amarga. Essa ardência que me toma o peito me transforma em algo evidentemente podre, sem vida, sem graça, sem gosto. O seu sorriso lançado a outro rosto, sua atenção centralizada a outro ser, tão comum quanto qualquer um, tão medíocre como nunca. Fingir não te ver sem ao menos tirar os olhos de você dói e sinceramente eu havia esquecido o quanto dói ainda amar você, mas nem por isso e nem por aquilo eu desisto, eu não te esqueço. Mas que doeu... Ahh isso sim!

domingo, 5 de abril de 2009

Exasperando aquela cena


E aquela musica que estava se distanciando dolorosamente de nossa historia talvez já terminada, será sempre aquela lembrança verdadeira daquilo que nunca acaba, mesmo sendo assim encaminhada. A madrugada não estava fria e a rua vazia mostrava o quão pavoroso era aquele silencio que se exalava depois de nossos corações distantes se encontrarem de uma forma desvairadamente acelerada. Mas nada muda e nada vai mudar, como diz aquela musica que nunca deixará de ser pra ti, o nunca, como o sempre é tão impreciso, mas eu insisto em exaltá-los em meu dia a dia. Talvez isso é que me enfraqueça a cada dia, talvez seria tudo mais fácil se eu soubesse que o pra sempre sempre acaba e que nunca pode se dizer nunca

quarta-feira, 25 de março de 2009

Uma quase paixão.


Aquele sorriso contagiante, olhar discreto e coração disparado. Brincadeira sadia, coração alegre e os dedos inquietos. A cada palavra um olhar disperso se encontra e aquela emoção toma conta do sentimento que se esconde, ou não existe. Paixão minimalista com sentimentos extasiantes. Acordar cedo com a esperança de despertar mais uma manhã animadora e satisfatória a ti, sem ao menos saber se você vai me querer. Mas mesmo assim você me faz bem, tanto faz se é verdade ou não, mas você está presente nos meus pensamentos mais ansiosos e indiscretos, ou talvez nem tanto assim, mas o fogo da quase-paixão está se acendendo calmamente e me submetendo a desejos incansáveis.